De acordo com os dados  publicados pelo INE, relativos ao mercado da construção e ao segmento habitacional, no 1º trimestre de 2021, o Índice de Preços da Habitação valorizou-se 5,2%, comparativamente ao período homólogo, o que traduz uma desaceleração do ritmo de crescimento do índice, que registou uma variação de 8,4% no ano passado. No que diz respeito às transações de imóveis habitacionais, no 1º trimestre de 2021, estas atingiram um total de 43.757 alojamentos, num montante global de 6.927 milhões de euros, o que traduz um aumento de 0,5% em número, e de 2,5% em valor, face ao trimestre homólogo.




Relativamente ao licenciamento municipal de obras de construção, com reflexo direto na procura por serviços de aluguer e na aquisição de andaime, após variações negativas em janeiro e fevereiro, apuram-se aumentos significativos nos dois meses seguintes que se devem, antes de mais, à quebra no licenciamento ocorrida nos meses homólogos de 2020 em consequência dos impactos iniciais da pandemia e do confinamento. Assiste-se, assim, a um crescimento até finais de abril, em termos homólogos, de 17,3% do total de licenças emitidas, de 18,1% das licenças para construções novas, de 15,1% das licenças para reabilitação e de 19,1% nos fogos licenciados em construções novas.

Relativamente ao stock de crédito concedido pelas instituições financeiras para aquisição de habitação observa-se, até maio, um aumento de 3,4%, enquanto o stock de crédito concedido às empresas do setor da construção regista uma contração de 2,5%, em termos homólogos.

Obras públicas fazem mexer o Mercado da construção

No segmento de engenharia civil, até ao final de maio 2021, o valor promovido de concursos de obras públicas totalizou cerca de 1.713 milhões de euros o que corresponde a uma quebra de 22,7% face aos 2.215 milhões promovidos em igual período do ano anterior. No entanto, relativamente às empreitadas de obras públicas objeto de celebração de contrato e registo no Portal Base nos primeiros 5 meses de 2021, verifica-se que estas atingiram um volume de 1.554 milhões de euros, o que traduz um aumento de 74,7%2 em termos de variação homóloga temporalmente comparável.

Por sua vez, o consumo de cimento no mercado nacional, um forte indicador do estado do mercado da construção, até ao final de maio apresenta um aumento de 10,5%, em termos homólogos, para cerca de 1,58 milhões de toneladas.

mercado da construção

Nota: Quadro construído com informação disponibilizada até 30 de junho de 2021

(1) em 2020, informação relativa a dezembro (p) Previsão

(2) Variação homóloga temporalmente comparável: variação calculada com a informação disponível até dia 15 do mês seguinte ao mês de referência da celebração dos contratos

Fonte: AICCOPN